Quem já viu pode rever. Quem ainda não viu tem de agarrar esta oportunidade. Os A Jigsaw vão andar pelas Fnac a distribuir folk-rock. Juntem-se a mim, aproveitem.

O espaço dos A Jigsaw

O que começou como projecto paralelo de Will Sheff e Jonathan Meiburg, ambos membros dos Okkervil River, pode tornar-se numa das bandas sensação de 2008. Will Sheff desistiu entretanto do projecto e hoje em dia é Meiburg o corpo e alma dos Shearwater. Palo Santo, último álbum da banda, é constituido inteiramente por músicas do vocalista e multi-instrumentalista que nos Okkervil River fica a cargo dos teclados e do acordeão.
Enquanto espero pelo anúncio da data e local do segundo concerto de Beirut em Portugal outros nomes vão sendo avançados e desta feita foi a vez das CocoRosie. As irreverentes irmãs Sierra e Bianca vão actuar no Teatro Gil Vicente em Coimbra e no Theatro Circo em Braga nos próximos dias 26 e 27 de Maio, respectivamente.
Quer-me parecer que estes rapazes foram injustamente esquecidos por estes lados no ano passado. Chamam-se White Rabbits, são um sexteto de Nova Iorque e praticam um viciante indie-rock influenciado por ritmos tropicais como o ska ou calypso. Inesperadamente era mesmo isto que eu estava a precisar. Em Fort Nightly, álbum de estreia da banda, o ritmo galopante das duas baterias, as dedilhadas violentas no piano e a refrescante alternância entre os dois vocalistas da banda são simplesmente irresistíveis.
Como o cartaz anuncia são seis os actores que representam Bob Dylan, mais precisamente seis fases da vida do cantor norte-americano. E em Bob Dylan há lugar para tudo desde uma criança negra passando por um envelhecido Richard Gere até uma irreconhecível Cate Blanchett. Restam ainda o sempre surpreendente Christian Bale, o recentemente falecido Heath Ledger e o para mim desconhecido Ben Whishaw. Nos trailers quem se destaca é mesmo Cate Blanchett mas aguarda-se com igual expectativa a interpretação dos restantes Dylan. Em especial a do meu preferido, Christian Bale.
Falei dele há pouco tempo mas agora que tenho For Emma, Forever Ago em meu poder não resisto a dar-lhe novo destaque. O ano passado Bon Iver (nome de palco para Justin Vernon) editou por conta própria o seu álbum de estreia com apenas 500 cópias. As cópias não demoraram a serem vendidas, as críticas não demoraram a louvar o trabalho do cantor/compositor e as editoras não demoraram a querer assinar com Bon Iver. Ganhou a corrida a Jagjaguwar que como primeiro medida tratou de reeditar For Emma, Forever Ago. Vernon e a sua voz hipnotizante guiam-nos numa viagem a um folk sereno nascido da catarse num bosque do Wisconsin.